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Domingo, 18 de Março, 2012

Papa Shenounda - http://egipto.blogs.sapo.pt/

 

 

Morreu o Papa Copta Shenouda III

 

Egito, Cairo, 18 mar, Morreu o Papa Copta Shenouda III, Centenas de cristãos coptas egípcios concentraram-se hoje na catedral de São Marcos, na capital do país, para expressar seu pesar pela morte de seu máximo guia espiritual, o venerado e controverso Papa Shenouda III.
O Papa de Alexandria e Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa de São Marcos, título que ostentou desde 1971, faleceu no sábado, aos 88 anos, em sua residência do Cairo, na catedral do bairro Abbasiyah, após lutar durante anos contra problemas hepáticos e pulmonares.

"Amamos-te, Pai" e "Deus te guarde", foram algumas das frases gritadas, entre soluços, pelos coptas, que desde ontem à noite se congregaram nessa zona com fotos de Shenouda II e imagens cristãs para realizar uma vigília em sua homenagem.

O líder da maior minoria cristã do Oriente Médio, baseada no Egito, cancelou na quarta-feira passada seu habitual sermão semanal por seu delicado estado. Complicações de saúde e a avançada idade levaram ao falecimento, segundo explicou seu assessor político Hany Aziz.

De fato, sua última aparição pública do Papa Copta Shenouda III foi nesse mesmo dia, em um encontro ao qual assistiu em cadeira de rodas, e do qual retirou-se pouco depois devido à fadiga, a mesma que lhe impediu de oficiar o sermão no templo em Abbasiya, como costumava fazer.

Ao redor desse recinto religioso prevalece hoje um verdadeiro caos no trânsito, que começou a se agravar apenas uma hora após a agência oficial de notícias, MENA, e a televisão estatal informarem sobre o desenlace fatal do pontífice, atribuído a um ataque cardíaco irreversível.

Nazir Gayed, verdadeiro nome do religioso nascido em 1923 na província de Assiut, no sul do país, destacou-se por sua defesa de uma comunidade cristã que constitui pouco mais de 10% dos mais de 80 milhões de egípcios, em sua maioria muçulmanos.

No entanto, sua figura foi reverenciada e criticada nos últimos anos, sobretudo em consequência das revoltas populares que levaram em fevereiro de 2011 à derrocada do presidente Hosni Mubarak, que o Papa Shenouda III apoiou, como sempre fizera.

Depois da queda de Mubarak, o Papa Copta Shenouda III elogiou o Conselho Supremo das Forças Armadas por ajudar a reconstruir igrejas queimadas como parte da violência sectária, mas desincentivou a participação de cristãos nas demonstrações revolucionárias.

A crítica mais forte do Papa Copta Shenouda III contra a Junta Militar deveu-se à morte de 27 cristãos coptas devido ao ataque por soldados e muçulmanos, em outubro, no distrito de Maspero,  o Papa Copta Shenouda III afirmou que "esses mártires são nossos filhos queridos e seu sangue não caiu em vão".

 

Quem são os Copta cristãos do Egito?

Quantos são os cristãos egípcios?

Existem, em todo o mundo cerca de 20 milhões de cristãos no Egito.

Não há números certos, mas calcula-se que os cristãos sejam entre 8 e 12% da população do Egipto, o que se traduz em cerca de 10 milhões. Existe ainda uma grande dispersação dos copta, com cerca de 1,5 milhões nos EUA e Canadá. Na Europa as maiores comunidades encontram-se em França e no Reino Unido, com algumas dezenas de milhares. Há ainda meio milhão de coptas no Sudão, que faz fronteira com o Egipto.

A esmagadora maioria dos cristãos egípcios pertence à Igreja Copta Ortodoxa. Há pequenas minorias que pertencem à Igreja Copta Católica ou a comunidades coptas protestantes.

 

O que significa Copta?
Os cristãos de origem egípcia são conhecidos como coptas.

A palavra deriva do grego “aiguptius” que significa simplesmente egípcio. Quando os árabes muçulmanos invadiram o Egipto no século VII a população local era esmagadoramente cristã. Os muçulmanos ocupantes apelidavam os habitantes locais de egípcios, usando a palavra grega, e com o passar dos anos esse nome passou a definir os cristãos por oposição aos muçulmanos, de etnia árabe. Hoje em dia Copta significa qualquer cristão de tradição egípcia.

 

Origens do Cristianismo no Egito
Os coptas são uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo.

No início da expansão cristã Alexandria era uma das principais cidades do império romano e formou-se desde cedo uma comunidade cristã, que atribui as suas origens a São Marcos.

Alexandria foi um dos quatro primeiros patriarcados, juntamente com Antioquia, Jerusalém e Roma.

A Igreja Copta Ortodoxa

A principal Igreja no Egito é a Igreja Copta Ortodoxa, chefiada pelo Papa Shenouda III.

Esta Igreja não está em comunhão nem com a Igreja Católica nem com as Igrejas Ortodoxas de tradição bizantina, como a Russa, a Grega e outras da Europa de Leste.

Os coptas ortodoxos pertencem à comunhão de Igrejas que se separaram do resto do Cristianismo depois do concílio de Calcedónia, no século V, que inclui ainda a Igreja Arménia, a Igreja Etíope, entre outras.

 

Contribuições para o Cristianismo

Os coptas têm feito grandes contribuições para o Cristianismo universal, nomeadamente no que diz respeito à tradição monástica, que nasceu nos desertos do Egipto com grandes figuras como Santo Antão.
Deve-se ainda aos coptas a preservação de inúmeros textos sagrados.

 

Comunidade perseguida

Sendo hoje uma pequena minoria num país esmagadoramente muçulmano, os coptas queixam-se de perseguição e opressão graves e frequentes.


Shenouda III - O Papa dos Copta

Por lei é impossível um muçulmano converter-se ao Cristianismo no Egipto, enquanto os cristãos vêem a sua vida facilitada se se converterem ao Islão.

Enquanto não existem limites à construção ou reparo de mesquitas, é preciso uma ordem presidencial para construir uma Igreja ou sequer fazer obras numa já existente.

Os coptas queixam-se ainda de discriminação por parte da polícia e das forças de segurança.

Uma tragédia frequente é o rapto de jovens mulheres coptas que depois são forçadas a converter-se e a casar-se com muçulmanos. Nestas situações as autoridades tendem a não tomar qualquer acção.

Nos últimos anos a tensão inter-religiosa tem aumentado. O Ano de 2010 começou com um ataque a cristãos que saíam de uma Igreja depois de celebrar o Natal, segundo o calendário juliano, e terminou com o bombardeamento de uma Igreja em Alexandria, causando a morte de 23 pessoas.

 

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publicado por Mário Feijoca às 16:19

Sexta-feira, 24 de Fevereiro, 2012

A Crise também no Egito

A crise no Egito

 

A crise é global, o Egito, depois da revolução, Também está em maus lençois.
O porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, descreveu nesta quinta-feira, 23 de Feverriro de 2012, a economia doEgito como “terrível”, acionando o alarme sobre a estagnação do crescimento no país e sobre a precipitação da queda das reservas estrangeiras do país.
“No Egito, a situação da economia ainda é desafiadora. O crescimento estagnou e está matando a economia egípcia e seu povo”, disse Rice.
O porta-voz também enfatizou o fato de as reservas terem recuado substancialmente, “reduzindo as margens demanobra para se manter a economia estável”. O FMI tem discutido com o governo egípcio a possibilidade de empréstimos ao país.
Segundo o jornal egípcio Al-Ahram, o ministro das Finanças, Mumtaz al-Said, irá assinar um memorando de entendimento com o FMI em março para um empréstimo de US$ 3,2 bilhões, conforme afirmou a edição de domingo do jornal.
No ano passado, o Egito afirmou que não precisaria de empréstimos estrangeiros, mas reconsiderou a questão depois que sua situação econômica se deteriorou.
“As discussões com as autoridades egípcias estão encaminhadas e nós estamos preparados para ajudar a reativar a confiança no país e proteger famílias vulneráveis” disse Rice.

 

http://www.owns.biz/a-crise-tambem-no-egito-a-crise-tambem-no-egito/

 

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publicado por Mário Feijoca às 02:51

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