Blog sobre o Egito, história, cultura, viagens e notícias

Terça-feira, 30 de Março, 2004

Passada a idade dos folguedos infantis, os egípcios dispunham se muitas outras formas de passar as suas horas de lazer. Os nobres aventureiros podiam ir à caça ou levar as famílias a passear no rio, onde podiam pescar, caçar aves selvagens, fazer piqueniques e até nadar, se o local estivesse livre de crocodilos. Os homens das classes inferiores participavam em competições de luta ou de esgrima com espadas de madeira. No rio, havia competições entre equipas de homens armados de varapaus em grande velocidade. Os membros cada equipa, de pé sobre o barco, procuravam deitar à água aos seus adversários. O egípcio que tivesse a sorte de ter um jardim podia descansar, entre as árvores e flores, junto de um tanque em que flutuavam flores de lótus. Quando se deitava deste repouso mandava, tabuleiro de jogos. Os jogos de tabuleiro eram quase dispõe nacional no antigo Egipto, haviam diversos por onde escolher, como os cães e os chacais e os 20 quadrados. Mas o favorito era o senet. Toda a gente no Egipto tinham tabuleiro de senet – havia-os modestos, de lodo e juncos, para os camponeses; de faiança e madeira, para a classe média, e luxuosos, de ébano, marfim e ouro, para os ricos. Aqueles que sabiam ler e podiam comprar livros poderiam sentar-se com um rolo de papiro e distrair-se com histórias de viagens, com as aventuras do Marinheiro Naufragado, ou até com contos de natureza mais ousada. Sabendo ler ou não, toda a gente no Egipto gostava de ouvir os contadores histórias profissionais. Outros momentos de descanso podiam ser passados a ver brincar os animais de estimação, gatos e cães, macacos, gansos e gazelas. Quando morria um animal de estimação, a coleira era enterrada com ele, pronta para quando animal voltasse a reunir-se ao dono. Os homens e as mulheres da nobreza aprendiam a tocar instrumentos de música e a cantar, mas havia igualmente músicos profissionais que, como os dançarinos e acrobatas, actuavam em festas e festivais religiosos e também nas ruas. Os músicos eram muitas vezes cegos, mas como música era memorizada, a cegueira não era um obstáculo. No Egipto, não havia jogos públicos nem teatro, os grandes cortejos reais e religiosos eram de fonte de colorido, fascinação e entusiasmo. Nos templos mais importantes, sacerdotes e sacerdotizas, encenavam dramas sagrados acerca de episódios da vida da divindade que serviam. Uma peregrinação a um dos grandes templos de culto proporcionava não só um escape espiritual emocional, como também os atractivos de uma festa ininterrupta. Os egípcios adoravam festas e divertimentos e deliciavam-se com a boa comida. Eram igualmente grandes apreciadores de cerveja e de vinho, que bebiam em grande quantidade. Durante os festivais religiosos, o álcool corria generosamente, pois os deuses egípcios, pensava-se, gostavam que os seus fiéis se divertissem. Havia tabernas e bordéis e, naturalmente, jovens desordeiros que tinham de saltar muros para não serem presos por perturbar a paz ou provocarem uma rixa.
publicado por Mário Feijoca às 00:47

mais sobre mim
Março 2004
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
31


arquivos
2012

2011

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

pesquisar
 

blogs SAPO


Universidade de Aveiro