Blog sobre o Egito, história, cultura, viagens e notícias

Terça-feira, 30 de Março, 2004

A religião permeava todos os aspectos da vida egípcia. Havia deuses da terra, do mar e do lar e divindades responsáveis por todas as facetas da vida, desde o nascimento até à morte. Os deuses maiores e mais poderosos, como Amon, Hathor e Osíris, eram venerados em todo o país e possuíam enormes templos nas suas cidades. Outros, como Meretseger, que vivia no Pico Ocidental, sobranceiro ao Vale dos Reis, tinham cultos locais. Havia também divindades menores, frequentemente ligadas ao lar e a acontecimentos como nascimento. Estes deuses e deusas não tinham templos, mas eram amados por pessoas de todos os níveis, e os egípcios prestavam-lhes homenagem nos pequenos altares que tinham em casa. Os inúmeros deuses egípcios tomavam muitas formas. Alguns eram apresentados sob forma humana, mas com vestuário e adereços diferentes; outros apareciam com os animais que lhe estavam associados ou com corpo humano, mas a cabeça do animal sagrado. Sobek, o deus da água, era representado por um crocodilo, e Anúbis, o deus dos embalsemadores, tinha a cabeça do chacal que frequentava os cemitérios. O templo egípcio não era como uma Igreja, sinagoga ou mesquita onde os fiéis se congregavam para os serviços religiosos. Era a morada da divindade na terra, onde os deuses e deusas contactavam com os humanos através de estátuas de culto à guarda de fiéis servidores. Em volta de templo, com o seu santuário onde habitava a divindade, havia escritórios, a Casa da Vida, onde se armazenavam e copiavam alguns livros, oficinas e um lago sagrado do qual se tirava água pura para as cerimónias. Todo este complexo era rodeado por uma muralha.
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publicado por Mário Feijoca às 00:25

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