Blog sobre o Egito, história, cultura, viagens e notícias

Domingo, 18 de Março, 2012

Papa Shenounda - http://egipto.blogs.sapo.pt/

 

 

Morreu o Papa Copta Shenouda III

 

Egito, Cairo, 18 mar, Morreu o Papa Copta Shenouda III, Centenas de cristãos coptas egípcios concentraram-se hoje na catedral de São Marcos, na capital do país, para expressar seu pesar pela morte de seu máximo guia espiritual, o venerado e controverso Papa Shenouda III.
O Papa de Alexandria e Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa de São Marcos, título que ostentou desde 1971, faleceu no sábado, aos 88 anos, em sua residência do Cairo, na catedral do bairro Abbasiyah, após lutar durante anos contra problemas hepáticos e pulmonares.

"Amamos-te, Pai" e "Deus te guarde", foram algumas das frases gritadas, entre soluços, pelos coptas, que desde ontem à noite se congregaram nessa zona com fotos de Shenouda II e imagens cristãs para realizar uma vigília em sua homenagem.

O líder da maior minoria cristã do Oriente Médio, baseada no Egito, cancelou na quarta-feira passada seu habitual sermão semanal por seu delicado estado. Complicações de saúde e a avançada idade levaram ao falecimento, segundo explicou seu assessor político Hany Aziz.

De fato, sua última aparição pública do Papa Copta Shenouda III foi nesse mesmo dia, em um encontro ao qual assistiu em cadeira de rodas, e do qual retirou-se pouco depois devido à fadiga, a mesma que lhe impediu de oficiar o sermão no templo em Abbasiya, como costumava fazer.

Ao redor desse recinto religioso prevalece hoje um verdadeiro caos no trânsito, que começou a se agravar apenas uma hora após a agência oficial de notícias, MENA, e a televisão estatal informarem sobre o desenlace fatal do pontífice, atribuído a um ataque cardíaco irreversível.

Nazir Gayed, verdadeiro nome do religioso nascido em 1923 na província de Assiut, no sul do país, destacou-se por sua defesa de uma comunidade cristã que constitui pouco mais de 10% dos mais de 80 milhões de egípcios, em sua maioria muçulmanos.

No entanto, sua figura foi reverenciada e criticada nos últimos anos, sobretudo em consequência das revoltas populares que levaram em fevereiro de 2011 à derrocada do presidente Hosni Mubarak, que o Papa Shenouda III apoiou, como sempre fizera.

Depois da queda de Mubarak, o Papa Copta Shenouda III elogiou o Conselho Supremo das Forças Armadas por ajudar a reconstruir igrejas queimadas como parte da violência sectária, mas desincentivou a participação de cristãos nas demonstrações revolucionárias.

A crítica mais forte do Papa Copta Shenouda III contra a Junta Militar deveu-se à morte de 27 cristãos coptas devido ao ataque por soldados e muçulmanos, em outubro, no distrito de Maspero,  o Papa Copta Shenouda III afirmou que "esses mártires são nossos filhos queridos e seu sangue não caiu em vão".

 

Quem são os Copta cristãos do Egito?

Quantos são os cristãos egípcios?

Existem, em todo o mundo cerca de 20 milhões de cristãos no Egito.

Não há números certos, mas calcula-se que os cristãos sejam entre 8 e 12% da população do Egipto, o que se traduz em cerca de 10 milhões. Existe ainda uma grande dispersação dos copta, com cerca de 1,5 milhões nos EUA e Canadá. Na Europa as maiores comunidades encontram-se em França e no Reino Unido, com algumas dezenas de milhares. Há ainda meio milhão de coptas no Sudão, que faz fronteira com o Egipto.

A esmagadora maioria dos cristãos egípcios pertence à Igreja Copta Ortodoxa. Há pequenas minorias que pertencem à Igreja Copta Católica ou a comunidades coptas protestantes.

 

O que significa Copta?
Os cristãos de origem egípcia são conhecidos como coptas.

A palavra deriva do grego “aiguptius” que significa simplesmente egípcio. Quando os árabes muçulmanos invadiram o Egipto no século VII a população local era esmagadoramente cristã. Os muçulmanos ocupantes apelidavam os habitantes locais de egípcios, usando a palavra grega, e com o passar dos anos esse nome passou a definir os cristãos por oposição aos muçulmanos, de etnia árabe. Hoje em dia Copta significa qualquer cristão de tradição egípcia.

 

Origens do Cristianismo no Egito
Os coptas são uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo.

No início da expansão cristã Alexandria era uma das principais cidades do império romano e formou-se desde cedo uma comunidade cristã, que atribui as suas origens a São Marcos.

Alexandria foi um dos quatro primeiros patriarcados, juntamente com Antioquia, Jerusalém e Roma.

A Igreja Copta Ortodoxa

A principal Igreja no Egito é a Igreja Copta Ortodoxa, chefiada pelo Papa Shenouda III.

Esta Igreja não está em comunhão nem com a Igreja Católica nem com as Igrejas Ortodoxas de tradição bizantina, como a Russa, a Grega e outras da Europa de Leste.

Os coptas ortodoxos pertencem à comunhão de Igrejas que se separaram do resto do Cristianismo depois do concílio de Calcedónia, no século V, que inclui ainda a Igreja Arménia, a Igreja Etíope, entre outras.

 

Contribuições para o Cristianismo

Os coptas têm feito grandes contribuições para o Cristianismo universal, nomeadamente no que diz respeito à tradição monástica, que nasceu nos desertos do Egipto com grandes figuras como Santo Antão.
Deve-se ainda aos coptas a preservação de inúmeros textos sagrados.

 

Comunidade perseguida

Sendo hoje uma pequena minoria num país esmagadoramente muçulmano, os coptas queixam-se de perseguição e opressão graves e frequentes.


Shenouda III - O Papa dos Copta

Por lei é impossível um muçulmano converter-se ao Cristianismo no Egipto, enquanto os cristãos vêem a sua vida facilitada se se converterem ao Islão.

Enquanto não existem limites à construção ou reparo de mesquitas, é preciso uma ordem presidencial para construir uma Igreja ou sequer fazer obras numa já existente.

Os coptas queixam-se ainda de discriminação por parte da polícia e das forças de segurança.

Uma tragédia frequente é o rapto de jovens mulheres coptas que depois são forçadas a converter-se e a casar-se com muçulmanos. Nestas situações as autoridades tendem a não tomar qualquer acção.

Nos últimos anos a tensão inter-religiosa tem aumentado. O Ano de 2010 começou com um ataque a cristãos que saíam de uma Igreja depois de celebrar o Natal, segundo o calendário juliano, e terminou com o bombardeamento de uma Igreja em Alexandria, causando a morte de 23 pessoas.

 

Morreu o Papa Copta Shenouda III, Morreu o Papa Copta Shenouda III, Morreu o Papa Copta Shenouda III

publicado por Mário Feijoca às 16:19

Sexta-feira, 24 de Fevereiro, 2012

A Crise também no Egito

A crise no Egito

 

A crise é global, o Egito, depois da revolução, Também está em maus lençois.
O porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, descreveu nesta quinta-feira, 23 de Feverriro de 2012, a economia doEgito como “terrível”, acionando o alarme sobre a estagnação do crescimento no país e sobre a precipitação da queda das reservas estrangeiras do país.
“No Egito, a situação da economia ainda é desafiadora. O crescimento estagnou e está matando a economia egípcia e seu povo”, disse Rice.
O porta-voz também enfatizou o fato de as reservas terem recuado substancialmente, “reduzindo as margens demanobra para se manter a economia estável”. O FMI tem discutido com o governo egípcio a possibilidade de empréstimos ao país.
Segundo o jornal egípcio Al-Ahram, o ministro das Finanças, Mumtaz al-Said, irá assinar um memorando de entendimento com o FMI em março para um empréstimo de US$ 3,2 bilhões, conforme afirmou a edição de domingo do jornal.
No ano passado, o Egito afirmou que não precisaria de empréstimos estrangeiros, mas reconsiderou a questão depois que sua situação econômica se deteriorou.
“As discussões com as autoridades egípcias estão encaminhadas e nós estamos preparados para ajudar a reativar a confiança no país e proteger famílias vulneráveis” disse Rice.

 

http://www.owns.biz/a-crise-tambem-no-egito-a-crise-tambem-no-egito/

 

Publicado em SEO em Portugal

 

 

 

publicado por Mário Feijoca às 02:51

Terça-feira, 30 de Março, 2004


Anúbis era o deus dos mortos e das necrópoles (cidades dos mortos), tinha ligações com os processos de mumificação. Dizem que foi a primeira múmia do Egito e foi daí que surgiu o modelo que foi usado posteriormente nas múmias. Era representado tanto como um homem com cabeça de chacal ou como um chacal de fato. Essa associação com o chacal ocorre, pois os chacais eram animais comuns na áreas das necrópoles.

Amon era considerado o rei dos deuses, muitas vezes era associado ao deus Rá (ou Ré) formando assim o deus Amon-Rá considerado o deus que traz o sol e a vida ao Egito. Era representado com a forma de um homem em túnicas reais com duas plumas no cabelo. O deus Amon era acompanhado de sua mulher Mut (representada num corpo de mulher mas com cabeça de abutre ou coroas)

Ápis Boi com marcas na pele e disco solar entre os chifres, ou cabeça de boi; ligado a Ptah; sepultura em Saqqara.

 Anúkis Coroa branca ladeada de dois chifres de gazela.

Atum Em Heliópolis, Atum era considerado o rei de todos os deuses, aquele que criou o universo. Era representado como um rei, ou menos freqüentemente como uma serpente usando as duas coroas do alto e do baixo Egito Bastet Bastet era a deusa da guerra, tinha uma profunda relação com a deusa Mut e com Sekhmet. Era representada como uma mulher com cabeça de gato ou cabeça de leoa. Os gatos no antigo Egito tinham um significado muito importante, sendo idolatrados como deuses, e a deusa Bastet é uma mostra desse fascínio que os gatos exerciam nos povos do Antigo Egito.

Bés era o deus da família e das mulheres grávidas, protegia as pessoas do mau olhado e dos espíritos ruins, sendo muito adorado pelo povo e em muitas casas onde iria acontecer um parto se via sua figura desenhada sobre a cama da mulher grávida. Era representado como um anão com rosto em forma de máscara e muitas vezes com coroas de penas e juba de leão.

Hator é uma das deusas mais veneradas do Egito, é a deusa das mulheres, dos céus e da necrópole de Tebas. Ela também era venerada pois trazia a felicidade e era chamada de "dama da embriaguez" e muito celebrada em festas. É representada como uma mulher com chifres de vaca e um disco solar sobre sua cabeça, ela também pode ser representada com a forma de vaca ou simplesmente com a cara de uma vaca.

 Harpócrates Criança nua com dedo na boca, madeixa de cabelo lateral: membro da enéade de Heliópolis; filho de Osíris e Ísis.

 Harsaphes Cabeça de carneiro ou forma de carneiro: adquiriu importância durante o 1º período intermediário quando Heracleópolis era a capital norte do Egito; intimamente ligado a Rá, Osíris e Amon; Ihnasya el-Medina.

Hórus era o deus do céu, representava as forças da ordem triunfando contra a desordem. Filho de Osíris e Ísis lutou contra Sth, o deus da desordem, e ao se levantar triunfante ganhou o direito de governar o trono egípcio. Sua manifestação na Terra é na forma dos faraós, é daí que parte o estado divino em que os faraós se apoiavam para governar as terras do Egito Antigo. Sua representação divina era de um homem com cabeça falcão, ou então apenas um falcão, sendo ele o deus mais importante do panteão egípcio.

Imhotep, o auxiliar do faraó Djeser foi um homem de feitos notáveis, grande perito nas artes da medicina também foi responsável pela criação dos maiores monumentos egípcios, as pirâmides. Após sua morte Imhotep foi divinizado pelas suas obras e foi considerado filho de Ptah com uma mulher. Imhotep é o patrono dos escribas, curadores, sábios e mágicos.

Ísis A deusa mais popular do Egito, Ísis representa a magia e os mistérios de todo Egito. Foi mulher de Osíris, e quando ele foi destruído, ela partiu pelo Egito em busca dos pedaços de seu amado e o traz de volta a vida com a ajuda de Anúbis para poder gerar seu filho , Hórus. Ela também representa a mãe perfeita em sua dedicação. É representada como uma mulher que costuma carregar inscrito sobre sua cabeça os hieróglifos referentes ao seu nome.

 Khnum Carneiro ou cabeça de carneiro.

 Khons Madeixa de criança, por vezes com crescente lunar, freqüentemente mumiforme.

 Geb, Shu e Nut Membros da enéade de Heliópolis; divindades da terra (Geb), do ar e da luz (Shu) e dos céus (Nut).

Maát é a deusa da justiça, representa o equilíbrio e a harmonia do universo da maneira que ele foi criado. É a guardiã dos tribunais. É representada como uma mulher humana que traz em sua cabeça uma pluma de um avestruz.

Min Gorro com duas plumas e fita, mumiforme e ictifálico, braço direito levantado com chicote: originalmente venerado sob a forma de objeto não identificado; deus da fertilidade; patrono do deserto oriental; Qift, Akhmim.

 Montu Muitas vezes com cabeça de falcão, disco solar e duas plumas: deus da guerra; ligado ao boi Buchis de Armant; Amant, mas também Carnaque, Tod, Nag el-Madamud.

Mut Adorno de cabeça em forma de abutre ou coroas (branca ou dupla), também com cabeça de leoa.

Néftis É irmã de Ísis, e mulher de Seth. Néftis é uma deusa guardiã e ajudou Ísis a colher os pedaços de Osíris quando Seth o destruiu. Também ajudou Ísis a trazer Osíris de volta a vida. Da mesma forma que Ísis, ela é representada como uma mulher que traz em sua cabeça hieróglifos inscritos com o seu nome.

Neith é a deusa mais antiga citada pelos textos egípcios, o que pode significar que ela foi protetora do Baixo Egito antes da unificação do país. Neith é a deusa da guerra e da caça, muitas vezes relacionada em companhia da divindade guardiã Sobek (representado com a forma de um homem e cabeça de crocodilo). Neith é representada com a forma de uma mulher usando uma coroa vermelha (do Baixo Egito) e duas setas cruzadas e um escudo na cabeça (que também podem ser empunhados em suas mãos).

 Osíris é o irmão de Seth e marido de Ísis, é o filho primogênito de Geb (a terra) e Nut (o céu) e por isso teve o direito de governar o trono do Egito, mas seu irmão, Seth, por inveja destrui Osíris e espalhou por todo o Egito os pedaços de Osíris. Ísis e Néftis procuram pelo o Egito os seus pedaços e o trazem de volta a vida com a ajuda de Anúbis. Por fim ele e Ísis geram um filho, Hórus. Enquanto seu filho reina e comanda o mundo dos vivos, Osíris assumiu o comando do mundo subterrâneo e julga os mortos. É representado em forma de múmia, com uma coroa branca e com plumas e chifres.

 Ptah é o deus criador, patrono das artes e dos artificies. É conhecido como o criador das artes, e é muito venerado pelos artesãos. Tem como esposa a deusa Sekhmet e os dois tiveram um filho chamado Nefertem. Tem forma de múmia e carrega em sua cabeça uma calota.

(também conhecido com Ré) é o deus sol e guardião da cidade de Heliópolis (que em grego significa a cidade do sol). Quando desaparece no entardecer do horizonte ele é Atum. Tem a representação de um falcão que clareia a Terra durante o dia.

Satis Adorno de cabeça com penas.

Sekhmet é a deusa da cólera, muito temida pois poderia trazer pestes, destruição e morte para o Egito. Os egípcios a veneram em tempo de guerra para ajudá-los nos combates. Sekmet é a mulher de Ptah e mãe de Nefertem. É representada como uma mulher com cabeça de leão coroada com um disco solar. 

 Seth é um deus imprevisível e caótico, por isso representa os elementos do caos e do deserto. Luta com todas as suas forças contra os inimigos do sol e sempre apoia os faraós, mas em seus momentos caóticos nunca se pode Ter certeza de suas ações, com quando em um momentos de ciúmes e fúria ele ataca e destroi seu irmão, Osíris, e depois caça incansavelmente Hórus. É representado com a cabeça de um animal até hoje não identificado, ou então como o animal em si.

Sobek Crocodilo ou cabeça de crocodilo; Fayum, mas também el-Mahamid el-Qibly, perto de El-Rizeiqat (Sumenu), Gebelein, Esna e Kom Ombo.

Taweret Forma composta de hipopótamo e mulher, com patas de leão e cauda de crocodilo, protetora das mulheres grávidas.

 Thot é um deus sábio, que representa os aspectos da escrita e da contagem entre outras ciências. É representado como um homem com cabeça de íbis, ou com um babuíno.


publicado por Mário Feijoca às 01:03


Passada a idade dos folguedos infantis, os egípcios dispunham se muitas outras formas de passar as suas horas de lazer. Os nobres aventureiros podiam ir à caça ou levar as famílias a passear no rio, onde podiam pescar, caçar aves selvagens, fazer piqueniques e até nadar, se o local estivesse livre de crocodilos. Os homens das classes inferiores participavam em competições de luta ou de esgrima com espadas de madeira. No rio, havia competições entre equipas de homens armados de varapaus em grande velocidade. Os membros cada equipa, de pé sobre o barco, procuravam deitar à água aos seus adversários. O egípcio que tivesse a sorte de ter um jardim podia descansar, entre as árvores e flores, junto de um tanque em que flutuavam flores de lótus. Quando se deitava deste repouso mandava, tabuleiro de jogos. Os jogos de tabuleiro eram quase dispõe nacional no antigo Egipto, haviam diversos por onde escolher, como os cães e os chacais e os 20 quadrados. Mas o favorito era o senet. Toda a gente no Egipto tinham tabuleiro de senet – havia-os modestos, de lodo e juncos, para os camponeses; de faiança e madeira, para a classe média, e luxuosos, de ébano, marfim e ouro, para os ricos. Aqueles que sabiam ler e podiam comprar livros poderiam sentar-se com um rolo de papiro e distrair-se com histórias de viagens, com as aventuras do Marinheiro Naufragado, ou até com contos de natureza mais ousada. Sabendo ler ou não, toda a gente no Egipto gostava de ouvir os contadores histórias profissionais. Outros momentos de descanso podiam ser passados a ver brincar os animais de estimação, gatos e cães, macacos, gansos e gazelas. Quando morria um animal de estimação, a coleira era enterrada com ele, pronta para quando animal voltasse a reunir-se ao dono. Os homens e as mulheres da nobreza aprendiam a tocar instrumentos de música e a cantar, mas havia igualmente músicos profissionais que, como os dançarinos e acrobatas, actuavam em festas e festivais religiosos e também nas ruas. Os músicos eram muitas vezes cegos, mas como música era memorizada, a cegueira não era um obstáculo. No Egipto, não havia jogos públicos nem teatro, os grandes cortejos reais e religiosos eram de fonte de colorido, fascinação e entusiasmo. Nos templos mais importantes, sacerdotes e sacerdotizas, encenavam dramas sagrados acerca de episódios da vida da divindade que serviam. Uma peregrinação a um dos grandes templos de culto proporcionava não só um escape espiritual emocional, como também os atractivos de uma festa ininterrupta. Os egípcios adoravam festas e divertimentos e deliciavam-se com a boa comida. Eram igualmente grandes apreciadores de cerveja e de vinho, que bebiam em grande quantidade. Durante os festivais religiosos, o álcool corria generosamente, pois os deuses egípcios, pensava-se, gostavam que os seus fiéis se divertissem. Havia tabernas e bordéis e, naturalmente, jovens desordeiros que tinham de saltar muros para não serem presos por perturbar a paz ou provocarem uma rixa.
publicado por Mário Feijoca às 00:47


Os egípcios, de ambos os sexos, de todas as idades e de todas as camadas sociais, gostavam de jóias. Para pessoas de posses, havia peças de ouro, prata e cobre, simples ou com engastes de pedras semipreciosas ou esmalte. Os menos abastados enfeitavam-se com lindas pedras, conchas e marfim. Um egípcio elegante, usaria, para completar a toilette, uma cabeleira postiça de cabelo humano. As cabeleiras das mulheres eram mais compridas que as dos homens, mas nos dois casos ostentavam arranjos complicados de tranças e caracóis. Nas ocasiões menos formais, os egípcios dispensavam a cabeleira, mas se o cabelo fosse escasso, podiam avolumá-lo com tranças falsas. O cabelo das crianças era arranjado num estilo diferente, com uma madeixa, o chamado "caracol da juventude", caída sobre uma das faces.
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publicado por Mário Feijoca às 00:37


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As famílias pobres faziam grandes esforços para mandarem um filho para a escola, esperando que isso fizesse a fortuna do rapaz - e a da família. As escolas de aldeia eram dirigidas pelo sacerdote local ou por um escriba, que aumentava os seus rendimentos leccionando o ensino básico. Os grandes templos tinham escolas maiores e melhores, e em instituições como a de Ámon, em Karnak, o ensino era de elevada qualidade. A escola, só para os rapazes, começava por volta de sete anos; raparigas aprendiam em casa. A disciplina nas escolas era rígida. "As orelhas de um rapaz estão atrás ; ele ouve quando está a apanhar", dizia o papiro. Os alunos copiavam os textos nos óstracos – fragmentos de pedra ou cerâmica - ou em tábuas de madeira cobertas de cera, que podiam ser alisadas e novamente usadas. Dominada a leitura e a escrita, o aluno aprendia outras matérias, como a composição de cartas, as contas ou a elaboração documentos legais. Os alunos capazes, cujos pais tivessem meios para tal, podiam prosseguir em áreas mais avançadas - matemática, história, geografia, línguas, desenho, topografia, engenharia, astronomia, medicina e literatura. É possível que tivessem que se submeter a exames, pois chegaram até nós documentos que apresentam as características de pontos de exame. Os escribas profissionais continuavam a tomar notas nos óstracos, mas o documento final era copiado em rolos papiro, uma espécie de junco que chegava a atingir os três metros de altura. A parte interior do junco, branca, era cortada em tiras, ensopadas e colocadas lado a lado. Aplicava-se sobre estas uma segunda camada de tiras, perpendiculares às primeiras. As duas camadas eram depois prensadas até se unirem numa só. A folha, depois de aparada e alisada, ficava pronta para a escrita. View image
publicado por Mário Feijoca às 00:32


A religião permeava todos os aspectos da vida egípcia. Havia deuses da terra, do mar e do lar e divindades responsáveis por todas as facetas da vida, desde o nascimento até à morte. Os deuses maiores e mais poderosos, como Amon, Hathor e Osíris, eram venerados em todo o país e possuíam enormes templos nas suas cidades. Outros, como Meretseger, que vivia no Pico Ocidental, sobranceiro ao Vale dos Reis, tinham cultos locais. Havia também divindades menores, frequentemente ligadas ao lar e a acontecimentos como nascimento. Estes deuses e deusas não tinham templos, mas eram amados por pessoas de todos os níveis, e os egípcios prestavam-lhes homenagem nos pequenos altares que tinham em casa. Os inúmeros deuses egípcios tomavam muitas formas. Alguns eram apresentados sob forma humana, mas com vestuário e adereços diferentes; outros apareciam com os animais que lhe estavam associados ou com corpo humano, mas a cabeça do animal sagrado. Sobek, o deus da água, era representado por um crocodilo, e Anúbis, o deus dos embalsemadores, tinha a cabeça do chacal que frequentava os cemitérios. O templo egípcio não era como uma Igreja, sinagoga ou mesquita onde os fiéis se congregavam para os serviços religiosos. Era a morada da divindade na terra, onde os deuses e deusas contactavam com os humanos através de estátuas de culto à guarda de fiéis servidores. Em volta de templo, com o seu santuário onde habitava a divindade, havia escritórios, a Casa da Vida, onde se armazenavam e copiavam alguns livros, oficinas e um lago sagrado do qual se tirava água pura para as cerimónias. Todo este complexo era rodeado por uma muralha.
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publicado por Mário Feijoca às 00:25

Segunda-feira, 29 de Março, 2004
Passada a idade dos folguedos infantis, os egípcios dispunham se muitas outras formas de passar as suas horas de lazer. Os nobres aventureiros podiam ir à caça ou levar as famílias a passear no rio, onde podiam pescar, caçar aves selvagens, fazer piqueniques e até nadar, se o local estivesse livre de crocodilos. Os homens das classes inferiores participavam em competições de luta ou de esgrima com espadas de madeira. No rio, havia competições entre equipas de homens armados de varapaus em grande velocidade. Os membros cada equipa, de pé sobre o barco, procuravam deitar à água aos seus adversários. O egípcio que tivesse a sorte de ter um jardim podia descansar, entre as árvores e flores, junto de um tanque em que flutuavam flores de lótus. Quando se deitava deste repouso mandava, tabuleiro de jogos. Os jogos de tabuleiro eram quase dispõe nacional no antigo Egipto, haviam diversos por onde escolher, como os cães e os chacais e os 20 quadrados. Mas o favorito era o senet. Toda a gente no Egipto tinham tabuleiro de senet – havia-os modestos, de lodo e juncos, para os camponeses; de faiança e madeira, para a classe média, e luxuosos, de ébano, marfim e ouro, para os ricos. Aqueles que sabiam ler e podiam comprar livros poderiam sentar-se com um rolo de papiro e distrair-se com histórias de viagens, com as aventuras do Marinheiro Naufragado, ou até com contos de natureza mais ousada. Sabendo ler ou não, toda a gente no Egipto gostava de ouvir os contadores histórias profissionais. Outros momentos de descanso podiam ser passados a ver brincar os animais de estimação, gatos e cães, macacos, gansos e gazelas. Quando morria um animal de estimação, a coleira era enterrada com ele, pronta para quando animal voltasse a reunir-se ao dono. Os homens e as mulheres da nobreza aprendiam a tocar instrumentos de música e a cantar, mas havia igualmente músicos profissionais que, como os dançarinos e acrobatas, actuavam em festas e festivais religiosos e também nas ruas. Os músicos eram muitas vezes cegos, mas como música era memorizada, a cegueira não era um obstáculo. No Egipto, não havia jogos públicos nem teatro, os grandes cortejos reais e religiosos eram de fonte de colorido, fascinação e entusiasmo. Nos templos mais importantes, sacerdotes e sacerdotizas, encenavam dramas sagrados acerca de episódios da vida da divindade que serviam. Uma peregrinação a um dos grandes templos de culto proporcionava não só um escape espiritual emocional, como também os atractivos de uma festa ininterrupta. Os egípcios adoravam festas e divertimentos e deliciavam-se com a boa comida. Eram igualmente grandes apreciadores de cerveja e de vinho, que bebiam em grande quantidade. Durante os festivais religiosos, o álcool corria generosamente, pois os deuses egípcios, pensava-se, gostavam que os seus fiéis se divertissem. Havia tabernas e bordéis e, naturalmente, jovens desordeiros que tinham de saltar muros para não serem presos por perturbar a paz ou provocarem uma rixa. View image
publicado por Mário Feijoca às 22:51


O Egipto é uma terra desértica e quente, dividida pelo fértil vale do rio Nilo. Raramente chove e os verões são tremendamente quentes. Ainda hoje mais de 90% do Egipto é um deserto árido onde nada cresce. Mas a faixa de terra em cada uma das margens do Nilo, denominada "área de cultura", é uma das zonas mais férteis do mundo. Embora não tenha mais de 20 Km de largura, estende-se ao longo de cerca de 1000 Km, desde Assuão, a sul, até às vastas terras de cultivo do delta, onde o rio desagua no Mediterrâneo. A rica terra negra da área de cultivo foi-se depositando ao longo de milhares de anos devido às cheias regulares do Nilo. Todos os anos, até à construção de barragens modernas para o controlo das àguas, o rio saía do seu leito entre Junho e Outubro. O lodo negro e húmido depositado pelas cheias era tão rico que se podiam fazer numa estação duas a três sementeiras, enquanto o solo estivesse bem irrigado.
publicado por Mário Feijoca às 21:38

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